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Como saber se a promoção é verdadeira antes de postar

Compare com o histórico de preço, some frete e Pix, confira vendedor, cupom e site antes de postar. Roteiro para não divulgar preço maquiado nem loja falsa.

Equipe Manda Boa · 11 min de leitura

Para saber se uma promoção é verdadeira, compare o preço de hoje com o histórico do produto, some frete e taxas ao preço final e confira quem vende e se o cupom funciona. Se o desconto só existe em relação ao preço "de" que a própria loja escolheu, ou se o valor está muito abaixo do mercado, trate a oferta como suspeita. O roteiro vale para quem posta e para quem compra.

Por que o dono do grupo precisa conferir

Quem divulga oferta empresta a própria reputação ao preço. O CERT.br ensina o público a não clicar em link recebido por mensagem e a verificar se a promoção existe. O seu grupo manda justamente isso: mensagem com link e preço. A confiança é o que faz alguém abrir a mensagem em vez de silenciar, e uma oferta falsa custa mais do que uma oferta perdida. A rotina de curadoria está em como montar um grupo de promoções sem virar spam.

Como ver o histórico de preço de um produto

Abra uma ferramenta de histórico e compare o preço de hoje com os meses anteriores. É o que a Senacon recomenda no guia da Black Friday 2025, porque tem loja que aumenta o preço dias antes da data para fingir o desconto depois. Duas ferramentas têm recurso confirmado em página oficial:

FerramentaCobreO que a página oficial dizLimite
KeepaAmazon (a ficha da extensão lista o domínio .com.br)Gráfico de histórico na página do produto e alertas de queda; não exige conta para começarSó Amazon
Buscapé e ZoomProdutos de lojas parceirasGráfico de 40 dias, 3 meses, 6 meses ou 1 ano, com maior e menor preço, e alerta de preçoSó aparece com dados suficientes; a página não diz quais lojas entram

Para Shopee e Mercado Livre, não encontrei ferramenta com recurso confirmado pelas lojas. Se o produto não estiver no Buscapé ou no Zoom, o seu registro é o histórico.

  1. Escolha o maior período disponível, de preferência três meses ou mais.
  2. Ache o menor e o maior preço e compare com o de hoje.
  3. Olhe as semanas anteriores: o preço subiu e depois "caiu"? É o "metade do dobro" que a Senacon descreve.
  4. Compare o "de" da mensagem com o gráfico. Se ele nunca apareceu, o desconto não existe.
  5. Anote data, hora e preço numa planilha. Em duas semanas você tem histórico próprio do seu nicho.

O preço "de" inflado e o "metade do dobro"

O "de/por" só é verdadeiro se o preço "de" foi praticado de fato. O Código de Defesa do Consumidor (CDC) não fixa um número de dias. Ele proíbe a publicidade que induz a erro sobre o preço, inclusive por omissão (art. 37, §§ 1º e 3º), e exige informação correta, clara e precisa sobre o preço (art. 31).

Se você divulga como afiliado, a responsabilidade pela informação errada depende do caso. Em dúvida, consulte um advogado. Na prática: não escreva o que não consegue provar.

Frase na mensagemSó use se você conferiu que
"Menor preço dos últimos 90 dias"o histórico cobre 90 dias e nenhum dia foi mais barato
"De R$ 399 por R$ 249"R$ 399 foi praticado de verdade nas semanas anteriores
"Últimas unidades"a página mostra estoque ou prazo
"Com o cupom, R$ 209"você aplicou o cupom no carrinho e o preço fechou

Mais formatos, como o de menor preço, em modelos de mensagem para grupo de promoções.

Preço final: frete, taxas, Pix e parcelas

O preço de verdade é o do carrinho. A Senacon pede para conferir o valor total, com frete e taxas, e desconfiar de site que só mostra a entrega no fim do pagamento. O Decreto 7.962/2013, do comércio eletrônico, manda o site discriminar no preço as despesas adicionais, como entrega e seguros (art. 2º, IV).

Pix. A lei autoriza preços diferentes conforme o prazo ou o meio de pagamento (Lei 13.455/2017), desde que a loja informe o desconto em local visível. Por isso "R$ 149" pode ser o preço no Pix e "R$ 159" no cartão: escreva qual é qual. O CERT.br lembra que ofertas no Pix costumam ter desconto e que é preciso conferir os dados do recebedor antes de transferir. Já a loja desconhecida que só aceita Pix, boleto ou transferência é sinal de alerta para a Senacon, porque o dinheiro cai direto na conta e é difícil recuperar. Cartão permite contestar a cobrança.

Parcelas. "Em 10x" não diz o total. Na mensagem, ponha o preço à vista.

Cupom que não aplica

Aplique o cupom no carrinho antes de postar o preço com ele. As páginas oficiais listam o que costuma barrar:

  • Shopee: cupom já usado por você ou por conta vinculada, vencido ou conta com verificação pendente. Cada cupom vale uma vez e pode excluir itens.
  • Amazon: só vale em itens qualificados que exibem a oferta, é um por cliente, pode não combinar com outros descontos e não funciona na compra por 1-Clique.
  • Mercado Livre: o cupom do vendedor tem valor mínimo, validade de no máximo um mês e orçamento limitado, e cada comprador usa uma vez.

Se o cupom não fechou o preço prometido, poste o preço sem ele. O passo a passo está em como divulgar cupom de desconto sem perder a comissão.

Vendedor, avaliações e reputação

Em marketplace, boa parte dos produtos é vendida e entregue por terceiros, lembra o CERT.br. Identifique quem vende, veja a pontuação e leia as avaliações de vendas anteriores: qualidade, prazo e atendimento em troca ou devolução.

  • Mercado Livre: a cor da reputação ajuda, mas não garante. A documentação para desenvolvedores descreve programas (Decola e Benefício de Reputação) em que o nível do vendedor fica congelado em verde por um período, para quem não tem reputação ou está no vermelho, laranja ou amarelo. Leia as avaliações recentes.
  • Shopee: diz que produtos com o selo vermelho "Oficial" são de lojas oficiais de marcas parceiras e aponta as avaliações do produto, com fotos e vídeos, como fonte de checagem.
  • Amazon: o programa proíbe copiar e colar avaliações como aparecem na Amazon e usar capturas de tela delas. Não faça print de avaliação para o grupo.

Leia primeiro as avaliações ruins e as mais recentes. Muitas notas altas no mesmo dia são motivo para desconfiar.

Golpe de loja falsa: domínio parecido e preço bom demais

Golpistas criam sites com preço muito abaixo do normal e somem depois do pagamento, alerta o CERT.br, e também páginas que imitam organizações conhecidas. É o que muita gente chama de "black fraude": promoção que só existe no cartaz.

  1. Abra a loja pelo endereço certo. O CERT.br orienta digitar a URL ou usar o app oficial e, se vier de busca, conferir se a URL é a legítima.
  2. Compare o endereço letra por letra com o da loja de verdade. Uma letra a mais já é outro site.
  3. Procure os dados da empresa. O Decreto 7.962/2013 exige, em destaque, nome empresarial, CNPJ ou CPF e endereço físico e eletrônico (art. 2º, I e II). A Senacon pede para conferir se o CNPJ está ativo e há canais de atendimento.
  4. Veja a reputação no consumidor.gov.br e em sites de reclamações. O CERT.br manda consultar no Procon as empresas verificadas e as que devem ser evitadas.
  5. Confira quando o domínio foi criado. Para domínios .br, a consulta do Registro.br mostra a data de registro. Loja "tradicional" com domínio de semanas merece alerta, embora a data sozinha não prove nada.
  6. Pague só dentro da plataforma. Desconfie de pedido de pagamento fora dela.

No grupo, poste só link de loja que você abriu no dia, gerado pelo seu programa de afiliados, e avise os membros para não comprarem por link que outra pessoa mande no privado.

Checklist de cinco minutos antes de postar

  1. O "de" apareceu de verdade no histórico?
  2. Frete, taxas e cupom fecham o preço da mensagem?
  3. O cupom foi aplicado no carrinho e a validade conferida?
  4. A mensagem diz se o preço é no Pix ou no cartão?
  5. Quem vende e como são as avaliações recentes?
  6. A loja é a verdadeira, com CNPJ, endereço e contato?
  7. A frase de efeito está provada?
  8. Você anotou data, hora e preço?

Ferramentas de automação, como o Manda Boa, leem produto, preço, preço antigo e cupom da oferta e filtram por loja e faixa de preço, mas não provam que o desconto é real. Essa decisão continua sua. Veja também Black Friday 2026 para afiliados.

Mensagens que mostram a conferência

Produtos, preços e cupons são fictícios.

Modelo para copiar

📌 Como conferimos as ofertas deste grupo
1. Comparamos com o histórico de preço, não com o "de" da loja
2. Somamos frete e cupom
3. Dizemos a hora em que o preço foi visto
Viu algo estranho? Avise: seulink.com/contato

12:04
Modelo para copiar

⚠️ Correção: o desconto da cafeteira postada às 10h estava errado.
O "de R$ 229" não aparece no histórico, e a queda real foi de R$ 10.
Apagamos a oferta e pedimos desculpa. Agora conferimos o histórico antes de postar.

12:04

Se a loja se recusar a cumprir a oferta, o CDC dá ao consumidor três caminhos: exigir o cumprimento, aceitar produto equivalente ou desfazer o negócio com devolução do valor (art. 35). A Senacon manda guardar prints e comprovantes e procurar o Procon ou o consumidor.gov.br.

Perguntas frequentes

Como saber se o desconto da Black Friday é real?

Compare o preço de hoje com o histórico do produto, e não com o "de" da loja. A Senacon alerta para lojas que aumentam o preço dias antes da data. Some frete e taxas e confira o cupom no carrinho.

Qual site mostra o histórico de preço?

O Buscapé e o Zoom mostram o histórico de 40 dias a um ano, e o Keepa mostra o da Amazon. Nenhum cobre todo produto, então anote os preços do seu nicho.

O preço "de" inflado é ilegal?

O CDC proíbe a publicidade que induz a erro sobre o preço, inclusive por omissão (art. 37, §1º). Se o "de" não foi praticado, há motivo para reclamar no Procon ou no consumidor.gov.br.

Pix é mais barato ou mais seguro?

A lei permite preço diferente no Pix, e a loja precisa informar. Em loja conhecida, o desconto é comum. Em loja desconhecida que só aceita Pix, a Senacon manda desconfiar. Confira o nome do recebedor antes de confirmar.

Como saber se uma loja online é falsa?

Digite o endereço no navegador, compare a URL com a da marca, procure CNPJ e endereço físico no site, veja a reputação no consumidor.gov.br e desconfie de preço muito abaixo da média.

Fontes

Todas consultadas em 07/10/2026.

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